Domingo, 19 de Janeiro de 2020

Sacos de retalhos ou Taleigos

Nas minhas visitas pelos blogs, aprendi o termo taleigo mas sempre lhes ouvi chamar sacos de retalhos.

A minha mãe e as irmãs, à semelhanças da minha avó e de mulheres de várias gerações anteriores, fizeram dezenas deles.

O grande sonho da minha mãe era ter sido modista e, apesar de nunca ter aprendido pois não havia dinheiro para tirar cursos, era ela que fazia grande parte das roupas para toda a família e vizinhos.

Quando adolescente, começou por desmanchar roupas velhas e fazer moldes com papel de jornal, os quais ia adaptando às medidas de cada um. 

Aproveitava todos os retalhinhos que sobravam das blusas, saias, vestidos, camisas, ... que costurava, e por vezes restos ainda em bom estado de roupas velhas, para fazer sacos de retalhos, aventais, pegas para a cozinha, colchas, tapetes... O forro era geralmente feito com restos de pano cru ou de lençois fora de uso.

As mulheres com menos conhecimentos de costura apenas juntavam os retalhos segundo a sua forma e tamanho, as mais habilidosas faziam verdadeiras obras de arte.

Hoje designamos esta técnica por Patchwork, na altura era apenas aproveitamento de retalhos.

Os sacos de retalhos, sendo de pano, permitiam que os produtos guardados respirassem e, por isso, eram usados para guardar o milho, a farinha, o feijão, ..., por vezes durante meses.

Também serviam para guardar as melhores roupas bordadas e de crochet do enxoval, os trabalhos manuais quando iam para o campo, o lanche e os livros escolares que as crianças levavam para a escola, ...

Numa época em que ainda não existiam sacos de plástico os sacos de retalhos serviam para guardar tudo o que fosse necessário guardar.

Vivemos numa época em que uma das palavras de ordem é reutilizar. Esta é uma forma útil, e que não necessita de grandes conhecimentos de costura, de reutilizar os restos de tecidos e roupas fora de uso.

É também uma forma de reduzirmos, até conseguirmos eliminar de vez, a utilização dos sacos de plástico, grandes inimigos do nosso planeta.

Em casa da minha mãe, que tem atualente 92 anos, encontrei alguns destes sacos, vários ainda por estrear, alguns feitos para o seu enxoval, quando criança e adolescente, Além de serem uma lembrança muito querida, pretendo colocá-los a uso.

Levei alguns destes sacos para mostrar aos meus alunos nas aulas dedicadas ao tema de Educação para a Sustentabilidade.

Ficaram maravilhados!

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publicado por Adelaide Pereira às 10:32

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Sábado, 4 de Janeiro de 2020

Uma Broa

 

" UMA BROA
Um casal com muitos filhos recebeu em sua casa vários amigos.
O Marido foi com um jarro á pipa rodou a chaveta da torneira e o encheu de vinho tinto.
A Esposa colocou na mesa o que tinha, uma Broa, uma Faca e uma Caneca ..... comiam e bebiam, mas a certa altura a Esposa pegou no que restava da Broa e cortando em pequenos pedaços dá a cada filho dizendo
Toma Já Que . Toma Já Que. Toma Já Que. Toma Já Que. Toma Já Que. Toma Já Que. Toma Já Que e assim continuou até ao último filho.
Um dos visitantes questionou a Sra...
Então a Sra deu o mesmo nome a todos os seus filhos e filhas ?
A Sra pausadamente respondeu...
- Já Que não há mais!
Esta história de vida era contada para mim e meus irmãos pelo meu Pai há uns setenta anos.

Na minha Aldeia havia dezenas de fornos onde se cozia a Broa.
Na sede da Aldeia havia um forno comunitário que pertencia à Igreja " Chamado de forno da Poia " porque quem lá ia cozer o Pão pagava uma Poia á Forneira " Poia era um Pão por determinada quantidade de Pães "
Nas Quintas todos tinham um forno e coziam em média uma vez por semana e emprestavam o Pão uns aos outros , uma maneira de terem sempre Pão fresco.
Guardavam um pouco de massa que era o fermento para cozer a próxima fornada e também se trocava o fermento entre os habitantes das Quintas.
Era usual na época ir ao vizinho e pedir emprestado o Nic-Nic " Peneira " e o Emprenhador " Fermento ".
Além da Broa " Pão feito de farinha de Milho com um pouco de mistura de farinha de Centeio " também se cozia de outros cereais que a nossa terra produzia, Trigo, Centeio e Cevada " nao gostava nada de Pão de Cevada " mas quando há fome não há ruim Pão.
Quando se cozia o Pão também se coziam Bolas " umas vezes de Sardinha, outras de Bacalhau e outras com Carne de Porco já com uns dias em Vinho e Alhos ".
Em épocas festivas, Natal, Páscoa e pela festa de Santa Luzia coziam Bolos, Tigelada e assavam as Carnes.

É sempre bom recordar e passar aos mais novos, se eles lerem"

(Silvino Paulino para OLIVEIRA DO HOSPITAL - TERRA DO MEU CORAÇÃO)

(imagem e texto de facebook.com)

 

Este texto trouxe-me à memória lembranças da minha infância...

Na Quinta da Darnela, Travanca de Lagoa, também havia o forno da aldeia. Era usado por todos os habitantes da Quinta. Todas as crianças gostavam de se reunir no forno ou acompanhar quem ia para os campos trabalhar. Assim, enquanto trabalhavam, os adultos tomavam conta das crianças e estas ajudavam um pouco, consoante a sua idade e conhecimento, aprendendo a realizar as várias tarefas, aprendendo valores pessoais e evitando a existência de creches e infantários. Quando, em criança, ia de férias para a Quinta, adorava ir com a minha avó cozer o pão. Ficavamos todos ansiosos que ela terminasse porque, no final, a minha avó rapava os restos de massa da gamela, juntava açucar e fazia bolinhas doces para todas as crianças. Por vezes iamos apanhar amoras ou e partir pinhões que ela também juntava às bolinhas. Cada familia da aldeia, em dias diferentes, cozia a broa, o pão, bolas de chouriço, bacalhau ou sardinha, ... e repartia sempre com as outras familias para que todos tivessem pão fresco. A minha avó colocava num cesto estes produtos e nós, as crianças, iamos de casa em casa fazer a distribuição. Era uma forma simples e prática de ensinar às crianças a importância da solidariedade e da partilha e de desencorajar a inveja e a ganância. Uma aprendizagem que seria muito útil às crianças de hoje. Foi com gestos como este que ganhei o gosto por dar coisas, principalmente feitas por mim, a todos aqueles que me rodeiam.

 

publicado por Adelaide Pereira às 09:51

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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2019

Proud to be a Knitter!

A minha nova camisola em tricot...

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A minha nova caneca "Proud to be a Knitter" ...

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publicado por Adelaide Pereira às 15:29

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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2019

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência
 
De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios.

Oprimeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

Na semana em que a VISÃO vai começar a oferecer um livro por mês com a sua edição imprensa, no âmbito da iniciativa Ler Faz Bem, deixamos-lhe sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência.

Alarga o vocabulário

Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a “Rua Sésamo”, e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência

A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King’s College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura “pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais”, que “são de vital importância ao longo da vida”. E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças

Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nada fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os “músculos” do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stresse

Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia

Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro

Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida

Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Como a VISÃO deu conta em agosto, um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

(https://visao.sapo.pt/sociedade/2017-01-09-O-bem-que-faz-ler-um-livro-em7razoes-comprovadas-pela-ciencia/?fbclid=IwAR2TZu27SuiOBsV6sUaVDxLW1HYPyqBmFERId64UnBeKjU15YEIw4sGckw0)

 

Nota:

Este artigo é retirado da Visão. Não é da minha autoria!

Decidi partilhar porque considerei bastante interessante. 

publicado por Adelaide Pereira às 14:41

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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019

Khalil Gibran

 

Vossos filhos não são vossos filhos. 
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. 
Vêm através de vós, mas não de vós. 
E embora vivam convosco, não vos pertencem. 
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, 
Porque eles têm seus próprios pensamentos. 
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; 
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, 
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. 
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, 
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. 
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. 
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força 
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. 
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: 
Pois assim como ele ama a flecha que voa, 
Ama também o arco que permanece estável.

publicado por Adelaide Pereira às 01:00

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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2019

Férias da minha infância!

Uma das peças que mais apreciei no Museu do Brinquedo de Seia, e que já tinha visto há alguns anos numa Fil Artesanato de Lisboa, ...

... uma réplica das carreiras da empresa Júlio dos Santos, Filhos e Ca, que faziam a ligação Carregal do Sal - Oliveira do Hospital.

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Trouxe-me à lembrança as férias da minha infância!

O período correspondente às férias do emprego do meu pai, inicialmente quinze dias anuais que foram aumentando progressivamente ao longo dos anos até atingirem tinta dias, era passado na "terra", uma aldeia de Oliveira do Hospital, local de nascimento da minha mãe, e perto do local de nascimento do meu pai.

Era a visita anual, muito aguardada e desejada, aos avós maternos e paternos, que tive a felicidade de conhecer, e à maioria dos tios e primos.

A viagem era realizada de noite, de comboio, seguindo a linha da Beira Alta, de Santa Apolónia até ao Carregal do Sal.

Recordo bem quando esta viagem demorava cerca de sete horas, em carruagens com bancos de madeira. No Entroncamento tinhamos paragem obrigatória de pelo menos uma hora durante a qual todos os homens, incluindo maquinista e revisor (o chamado "homem do pica"), aproveitavam para ir comer "uma bucha" e beber "um copito". Muitas vezes confiavam demasiado nos normais atrasos em relação aos horários de partida e tinham que correr atrás do comboio, apanhando-o já em movimento acelerado. Na estação do Luso apareciam as vendedoras de água do Luso, vendida em pequenas bilhas de barro porque na altura felizmente ainda não se conheciam as garrafas de plástico,  e na estação de Coimbra as vendedoras de Arrufadas. Estas iguarias eram apregoadas em alta voz para acordar os que dormiam e adquiridas através das janelas das carruagens para não ocasionar mais atrasos na viagem.

O número de bagagens que transportavamos, que todos os anos faziamos os possíveis por diminuir, era inevitavelmente treze! Incluía alguns bens de mercearia que na vila não existiam, roupa e goluseimas para oferecer a todos os elementos da família. Estas pequenas ofertas começavam a ser adquiridas alguns meses antes com algum sacrifício e poupanças do reduzido ordenado mensal do meu pai, único elemento da família que tinha emprego.

Nas estações de comboio, os homens faziam entrar e sair as bagagens e as crianças pelas janelas das carruagens, muitas vezes em andamento; as pessoas atropelavam-se para conseguirem lugar sentado, caso contrário faziam a viagem em pé ou sentados no chão; os adultos aproveitavam para colocar o sono em dia e as crianças passavam o tempo debruçadas na janela ansiando pela chegada às várias estações, pois cada paragem significava que a viagem estava um pouco mais perto do final, pelo que quando chegavamos ao destino levavamos a cara toda suja de fuligem; a partir dos cinco anos pagavamos "meio bilhete", também chamado "bilhete de cão", mas como não era exigido documento comprovativo os pais prolongavam a sua compra o mais possível, no meu caso até aos oito anos, e quando o "homem do pica" passava e perguntava a idade encolhiamo-nos no colo das mães e diziamos inevitavelmente "Faço cinco anos para o mês que vem!" e ele fingia acreditar; as mulheres contavam repetidamente os volumes e as crianças para se assegurarem de que não perdiam nada nem ninguém; as crianças que adormeciam eram colocadas nas prateleiras das bagagens como se se tratasse de confortáveis camas; alguns passageiros trocavam conversas e identidades na esperança de encontrarem ligações familiares ou de locais; e levavamos farnéis que partilhavamos entre todos.

A comodidade dos comboios foi melhorando e o tempo de viagem diminuindo, sendo hoje uma viagem muito agradável e confortável de cerca de três horas.

Quando chegavamos ao Carregal do Sal, geralmente com alguns minutos a horas de atraso em relação ao horário, tinhamos que correr, carregados de bagagens, para apanhar a "chaleira  do Júlio dos Santos", que muitas vezes já ia a caminho.

Como o tempo da viagem de comboio foi reduzindo e a hora da carreira permanecia a mesma, alguns anos mais tarde chegavamos a esperar três horas que esta saisse.

Quando a carreira chegava ao nosso destino, tinhamos a população inteira da quinta à nossa espera para matar saudades e ajudar a levar as bagagens às costas ou à cabeça. A família tinha sido avisada do dia da chegada por carta enviada uns dias antes ou por um telefonema feito para a mercearia da vila, único local onde existia telefone.

Terminado o tempo de férias, a história repetia-se com a viagem em sentido contrário.

O número de volumes aumentava consideravelmente com batatas, feijão, ovos, azeite e outros produtos da agricultura oferecidos pelos familiares e que ajudavam a equilibrar as finanças e a apaziguar as saudade da "terra" durante algum tempo. 

A despedida era feita no meio de lágrimas e promessas de envio de cartas e de regresso no ano seguinte.

Tinha crescido alguns centímetros e estava bronzeada, efeito da liberdade, dos jogos e correrias, do contacto com a natureza e dos banhos no rio, de que na cidade não usufruia; os pés estavam feridos e calejados por ter andado sempre descalça à semelhança das crianças da aldeia; os joelhos e cotovelos encardidos e esfolados; ... mas, sobretudo, muito mais feliz e mais rica de afetos e lembranças!

Seguiam-se cerca de onze meses a sonhar e planear as próximas férias.

Saudades desse tempo em que a felicidade era feita de coisas tão simples! 

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(fotos de Victor Pereira)

 

publicado por Adelaide Pereira às 23:17

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Sexta-feira, 5 de Julho de 2019

Tarefas de férias (?)

Tenho o pressentimento que alguém me anda a espiar!
É este o trabalho que estou a fazer todos os dias desta semana com as minhas colegas de Ciências!
A contar, lavar e arrumar material que está contado, lavado e arrumado!
Alguma alma iluminada batizou esta saga de "Tarefas de férias (?) dos professores"!
Não compreendo porque fazemos isto todos os anos...
Alguém deve pensar que o material durante o ano se reproduz e os novos materiais vão invadir a escola e tomar o poder!!!

(imagem: https://www.facebook.com/professoratxitxa/photos/a.145912106037436/363732027588775/?type=3&theater)

 

publicado por Adelaide Pereira às 08:44

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Sexta-feira, 14 de Junho de 2019

Último dia de aulas!

Último dia de aulas do ano letivo 2018/2019! 
No meio de muitos abracinhos, declarações de melhor professora de sempre e para sempre, juras de amizade incondicional para toda a vida e de rios de lágrimas, todos os meus pestinhas partiram para férias! 
Já começo a sentir saudades! 
Agora vamos à parte burocrática.... 

Viva as férias!!!

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publicado por Adelaide Pereira às 16:40

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019

Educação ambiental

Os alunos da Escola primária da Assenta decoraram e embelezaram o espaço exterior da escola  reutilizando garrafas pet, embalagens plásticas e uma gaiola para fazer as suas plantações!  

Isto é educação ambiental, uma forma bonita e útil de ensinar a amar e respeitar o ambiente!

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publicado por Adelaide Pereira às 09:25

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Quinta-feira, 6 de Junho de 2019

Obrigada Senhor pela Primavera!

Na minha escola falta aquecimento no inverno e ar condicionado no verão!

No inverno, colocamos alguidares a aparar a chuva que cai dos tetos e escorre pelas paredes, por vezes alagando as salas, os alunos permanecem de casacos bem fechados, gorros na cabeça e luvas nas mãos para suportarem um pouco melhor o frio intenso, e os profesores levam termos de chá quente e agradecem por nunca pararem durante as aulas e assim ultrapassarem o risco de congelarem.

No verão, as portas permanecem todas abertas, o sol inunda as salas, até porque a maioria dos estores estão avariados, os computadores e projetores bloqueiam devido ao calor, os alunos e professores muitas vezes desfalecem, todos esquecem a proibição pelo regulamento interno de beber água durante as aulas, e o cheiro dentro das salas, devido ao pó e à transpiração, é por vezes insuportável.  

Mas quando a primavera chega, todas estas queixas são esquecidas porque a escola se enche do perfume e cor das flores e do canto dos passarinhos!

Obrigada Senhor pela primavera!

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publicado por Adelaide Pereira às 15:24

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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Benefícios de bordar!

Você sabia que o bordado ajudar a diminuir o stresse, a depressão e a ansiedade? Estudos nacionais e internacionais concluíram que a atividade faz toda a diferença nos tratamentos psiquiátricos, além de reduzir as chances de transtornos cognitivos leves e perda de memória. Outra pesquisa, realizada pelo sistema público de saúde inglês, mostrou que bordar também pode ajudar a reduzir a dor em pacientes que sofrem de dores crônicas. E você, já tentou?

(https://www.facebook.com/HospitalAlemaoOswaldoCruz)

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Eu adoro bordar!

E se for ao ar livre... "ouro sobre azul"...  dois desejos realizados ao mesmo tempo!

publicado por Adelaide Pereira às 19:39

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Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

Abraça o teu filho todos os dias!

Abraça o teu filho todos os dias.
Independentemente do dia que tiveste, se estás triste, cansado, stressado, apressado ou irritado, abraça o teu filho. Antes de ele se deitar fecha os olhos e abraça-o por um longo período de tempo. Deixa que todas as tuas fortalezas se quebrem nesse abraço e sente a serenidade que esse momento traz ao teu dia. Parece magia!
A vida passa num sopro, os anos correm-nos entre os dedos e se há algo que nenhum de nós conhece é o dia de amanhã. É por tudo isto que te digo: abraça o teu filho todos os dias, com calma e com alma. Esse abraço ficará gravado no teu corpo até ao próximo e servirá de bateria sempre que as forças te faltarem!
Para ele, é só o melhor presente que lhe podes dar, para toda a vida!

(https://www.facebook.com/MaeComoTu)

 

O texto mais bonito que li hoje!

publicado por Adelaide Pereira às 14:21

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Domingo, 2 de Dezembro de 2018

Advento - Tempo de Esperança - Lembranças de Natal I

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O que é o Advento?

É o tempo de preparação para o Natal. Advento vem do latim e significa vinda ou chegada. É um tempo em que partilhamos a atitude do povo judeu, que esperava ansiosamente a chegada do Messias, aquele que viria libertar o povo. Recordamos a história de Israel e vemos como as promessas dos profetas se cumpriram em Jesus. Recordamos a sua vinda na história, há 2000 anos, mas também nos concentramos na nossa preparação pessoal, para que Jesus possa nascer mais na nossa vida.

Quanto tempo dura o Advento?

O Advento inclui os 4 domingos antes do Natal, começando no domingo que normalmente calha próximo do 30 de novembro. Termina no dia 24 de dezembro. É com este tempo que começa o novo ano litúrgico. A partir de 17 de dezembro (exceto o domingo) começam a usar-se leituras próprias da preparação próxima do Natal. Nestes 8 dias, a antífona do Aleluia começa com uma exclamação de chamamento dirigida a Jesus: “Ó Sabedoria… vinde ensinar-nos!” “Ó Emanuel… vinde salvar-nos!” etc. Este tipo de exclamações fez com que a imagem de Maria grávida se passasse a conhecer como a “Senhora do Ó.”

Porque é que no advento os padres se vestem de roxo?

O roxo é a cor litúrgica associada à penitência e da conversão. A maior parte das pessoas associa a penitência sobretudo à Quaresma, mas também no Advento somos chamados à mudança e conversão. Somos desafiados a “preparar o caminho do Senhor.” Podemos fazer propósitos simples, rezar um pouco mais, fazer em família um calendário cristão de Advento com desafios diários, e claro, devemos aproveitar para nos confessarmos. Nos domingos de Advento não se canta o Glória, para nos lembrarmos que sem Jesus a nossa alegria não está completa. Também permite vibrar ainda mais com o Glória cantado pelos anjos na noite de Natal. O terceiro domingo do Advento é conhecido como domingo da alegria e por isso em vez de roxo, pode usar-se rosa.

Quais são as principais figuras do Advento?
 
publicado por Adelaide Pereira às 17:45

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018

Inicio de ano letivo

"Professor - profissão- Professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requere-se qualificações académicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno"

Wikipédia)

 

Para mim, ser professora é muito mais do que uma profissão!

É um sonho de criança que se tornou realidade, um caminho de vida escolhido de forma consciente, uma forma de ser e estar neste mundo, dos quais, até hoje, não me arrependo!

Bom ano para todos os professores e alunos que hoje iniciaram um novo ano letivo, especialmente para mim e para os meus pestinhas!

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publicado por Adelaide Pereira às 23:46

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2018

Sorria!

Foto de Feltro Love.

publicado por Adelaide Pereira às 08:58

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