Quarta-feira, 8 de Setembro de 2021

Biblioterapia

O conceito de biblioterapia, ou seja, utilizar os livros como instrumento de prevenção ou cura em processos de doença psicológica ou alterações emocionais já existe há muitos anos aparecendo, pela primeira vez, num dicionário médico em 1941. 

 

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"Desde a primeira definição cunhada em 1941 pelo dicionário especializado norte-americano Dorland’s Ilustrated Medical Dictionary, definindo-o como “o emprego de livros e a leitura deles no tratamento de doença nervosa”, que o termo biblioterapia vem tomando novas projeções.

Como bem referencia o dicionário, em princípio era utilizada como uma ação em caráter corretivo, em casas de saúde, para a cura e tratamento de indivíduos com distúrbios emocionais. No entanto, esta visão se modificou, e hoje esta atividade vislumbrou um novo olhar.

biblioterapia (re) surge trazendo uma mudança na concepção dos aplicadores, assumindo também, um caráter preventivo para possibilitar o desenvolvimento pessoal em diferentes faixas etárias (crianças, adultos e idosos), geralmente aplicada em escolas, bibliotecas, hospitais, presídios, orfanatos, e etc.

De acordo com a etimologia da palavra, biblioterapia significa terapia por meio de livros. Assim, admite-se que há alívio, cura e tratamento por meio da palavra escrita dos textos literários.

Para algumas pesquisadoras (Caldin, 2009; Kramer & Smith, 1998; McMillen, 2014) a biblioterapia é constituída por dois aspetos distintos: uma aplicada por bibliotecários denominada biblioterapia de desenvolvimento, constituindo-se de um apoio literário individual ou em grupo para possibilitar o desenvolvimento normal e progressivo do indivíduo (Catalano, 2008). Possui um caráter preventivo, catártico, purificatório e, portanto, curativo. A sua aplicação não tem fronteiras, podendo ser destinado a diferentes públicos, em diferentes contextos e espaços.

Já a outra vertente, é desenvolvida por psicólogos, denominada biblioterapia clínica, destinada as pessoas com problemas de comportamento (Högdahl, Birgegard & Björck, 2013). Possui um caráter corretivo e patológico, e é, geralmente, aplicado em clínicas e instituições de saúde.

Com efeito, por estar inserida em diversos campos, o termo biblioterapia, refere-se a um conceito múltiplo, com um amplo espectro semântico. Neste contexto, ressalta-se as definições da pesquisadora e doutora em psicologia Geraldina Porto Witter (2004, p.181) para distingui-las:

biblioterapia de desenvolvimento, por meio de um trabalho sistemático de leituras, tem por objetivo promover o desenvolvimento do ser em aspectos os mais variados que vão do conhecimento de si mesmo ao desenvolvimento de competências e habilidades específicas, tais como: cidadania, cognição, memória, afetividade, etc. Tem também caráter preventivo. A biblioterapia clínica, também chamada patológica, tem por meta usar técnicas associadas à leitura para resolver problemas biopsicossociais.

Para Karen Davis e Timothy Wilson (1992, p.2) a biblioterapia é definida como um “is the process of growing toward emotional good health through the medium of literature”.

Clarice Caldin (2001.p.36), pesquisadora e doutora do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, acrescenta a estas definições uma outra particularidade significativa no caso da biblioterapia: trata-se de uma visão ampla e renovadora voltada para as funções do bibliotecário como mediador socioeducativo da leitura para a prevenção de males e desenvolvimento pessoal do ser, como sendo uma "[…] leitura dirigida e discussão em grupo, que favorece a interação entre pessoas, levando-as a expressarem seus sentimentos: os receios, as angústias e os anseios. Dessa forma, o homem não está mais solitário para resolver seus problemas, ele os partilha com seus semelhantes, em uma troca de experiências e valores".

A biblioterapia, a partir da década de 2000, ultrapassou os tradicionais limites da investigação confinada aos campos médicos para ser compreendida, também, como uma área de função social e educativa. Permitindo a expansão de seus serviços nos mais variados ambientes: bibliotecas, escolas, empresas, presídios, lar de idosos, centro comunitários, etc (Fonseca, 2014,2016)."

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioterapia)

 

 

 

publicado por Adelaide Pereira às 09:57

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A Biblioteca de Paris - Janet Skeslien Charles

 

A Biblioteca de Paris - Janet Skeslien Charles

Resumo- "Paris, 1939. A jovem Odile Souchet tem tudo: um bonito namorado polícia e um emprego de sonho na Biblioteca Americana em Paris. No entanto, quando a guerra estoura e os nazis marcham sobre a cidade, Odile corre o risco de perder tudo o que é importante para ela, incluindo a sua amada biblioteca. Porque os livros contêm palavras proibidas e ideias que devem ser destruídas, sabe que, nos momentos difíceis, os templos da cultura estão em perigo. Odile não pode permitir que isso aconteça: ela deve salvar essas páginas, para que possam alimentar a mente de quem chegar depois. Com os seus companheiros, junta-se à Resistência com as melhores armas que possui: os livros. Coloca o centro à disposição dos judeus: expulsos das suas casas, sentem-se seguros entre os livros, e Odile defendê-los-á, custe o que custar.

Contudo, quando a guerra, finalmente, termina, em vez da liberdade, Odile sente o gosto amargo de uma indescritível traição. Montana, 1983: Lily é uma adolescente solitária em busca de aventura. A sua velha vizinha solitária desperta-lhe o interesse. Conforme Lily vai sabendo mais sobre o passado misterioso da vizinha, descobre que partilham o amor pela linguagem, os mesmos anseios e o mesmo ciúme intenso, sem suspeitar que um obscuro segredo do passado as liga. Baseada na verdadeira saga dos heróicos bibliotecários da Biblioteca Americana em Paris durante a Segunda Guerra Mundial, esta é uma inesquecível história de amor, amizade, família e sobre o poder da literatura para nos unir.

A Biblioteca de Paris mostra que o heroísmo extraordinário pode, por vezes, ser encontrado nos lugares mais silenciosos."

(imagem e texto

https://www.fnac.pt/ia339561/Janet-Skeslien-Charles)

 

A Biblioteca Americana em Paris

 Localizada no sossegado 7º arrondissement, e com vista para a Torre Eiffel, a American Library Association fundou a Biblioteca Americana em 1920, parcialmente em ordem a abrigar os muitos livros que foram doados supervisiona soldados americanos que lutam na Primeira Guerra Mundial. A associação procurou trazer o melhor da literatura americana e da biblioteconomia para a França. A biblioteca viveu duas guerras e vários movimentos diferentes pela cidade. Gertrude Stein era uma assinante da biblioteca em sua época. Ernest Hemingway contribuiu para o periódico literário da biblioteca, Ex Libris. Hoje, a biblioteca atrai expatriados e estudantes internacionais com leituras de autores e poetas proeminentes, programas infantis, aulas e eventos comunitários.

 (imagem e texto

 https://pt.yourtripagent.com/5857-10-most-beautiful-libraries-in-paris )

 

(https://www.lacapitalmdp.com/la-biblioteca-de-paris-que-planto-cara-a-los-nazis )

 

Janet Skeslien Charles

 

Janet Skeslien Charles é a autora premiada de Moonlight in Odessa, que foi traduzido para dez idiomas. Tem também publicados pequenos textos em revistas como a Slice e a Montana Noir.

Janet começou a interessar-se pela incrível história real dos bibliotecários que enfrentaram o "protector do livro" nazi quando trabalhava como gerente de um programa na Biblioteca Americana em Paris.

O seu romance A biblioteca de Paris será publicado em trinta países. Divide o seu tempo entre Montana e Paris.

 

(imagem e texto

https://www.penguinlivros.pt/172118-janet-skeslien-charles)

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Excelente! 

O melhor livro que li nos últimos meses.

Adorei conhecer a história da Biblioteca Americana de Paris, fundada em 1920, atualmente a biblioteca com maior acervo de livros em inglês em toda a Europa, "espaço de reunião de escritores, leitores e pensadores, um bastião da cultura, do livre pensamento e dos livros". 

Adorei conhecer a função que esta Biblioteca teve durante a Segunda Guerra Mundial e a ocupação de Paris, enviando milhares de livros aos soldados britânicos e franceses.

Adorei conhecer a ação dos funcionários da Biblioteca de se associarem à Resistência utilizando os livros como "as suas armas", contrariando as ordens nazis, arriscando as suas vidas e levando pessoalmente os livros até aos leitores judeus impedidos de frequentar a Biblioteca.

 

 

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publicado por Adelaide Pereira às 09:50

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